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mais interessantes e decisivas para a história do teatro ocidental do século XX. Foi um dos pilares do chamado simbolismo teatral. Na desfesa desta estética, assinou algumas montagens históricas, como "Hamlet", encenada em 1912 no Teatro de Arte de Moscou, de Stanislavski. Depois da primeira guerra mundial, passou a ser muito mais um teórico que um homem da prática teatral, um teórico muito especial, que além de escrever sobre suas idéias, esboçava cenas e construía maquetes de cenários para peças que imaginava, de realização quase inimaginável, como "Drama para Loucos", uma peça de 365 cenas para marionetes. A imagem da marionete e a conseqüência desta para Craig, a "super-marionete", ou o ator livre do ruído de emotividade que nada interessa ao trabalho da representação, é o tema do texto que segue, questão fundamental para a estética anti-naturalista do encenador inglês: autêntica que haveis posto sobre a cena, suprimi o tom natural, o gesto natural e acabareis igualmente a suprimir o ator. É o que acontecerá um dia e gostaria de ver alguns diretores de teatro encarar essa idéia a partir deste momento. Suprimi o ator e retirareis a um realismo grosseiro os meios de florescer a cena. Não existirá mais nenhuma personagem viva para confundir a arte e a realidade em nosso espírito; nenhuma personagem viva em que as fraquezas e as comoções da carne sejam visíveis. O ator desaparecerá e no seu lugar veremos uma personagem inanimada - que se poderá chamar, se quereis, a "Super-marionete" - até que tenha conquistado m nome mais glorioso."
Yoshi Oida |
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